Climas Koppen-Geiger em Portugal

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A classificação climática de Trewartha é um sistema desenvolvido por Glenn Trewartha em 1966 como uma modificação da classificação de Köppen-Geiger. O objetivo de Trewartha era criar um sistema mais realista, especialmente para distinguir melhor os climas temperados e continentais. A principal diferença entre as classificações climáticas de Köppen-Geiger e Trewartha está nos critérios utilizados para definir os tipos climáticos, especialmente nos climas temperados (tipo C na classificação de Köppen).
  • Clima C (temperado verdadeiro)com Trewartha:
    • Pelo menos 8 meses com temperatura média ≥ 10°C.
    • Isso exclui algumas regiões que Köppen-Geiger classificaria como temperadas, como partes do leste dos EUA e da Ásia, que Trewartha coloca como continental (D).
  • Por exemplo, na classificação de Köppen, cidades como Nova York e Pequim são Cfa (temperado húmido).
  • Em Trewartha, são Do (continental húmido) porque têm invernos mais frios e não atingem os 8 meses quentes
  • Para o Porto segundo Köppen: Csb (mediterrâneo de verão ameno)
  • A cidade do Porto segundo a classificação de Trewartha: Cfb (temperado úmido), pois há mais de 8 meses acima de 10°C e precipitações no verão.
Aqui têm um exemplo de mapa com esta classificação, mais próximo da realidade do que a do IPMA:


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Por isso segundo essa classificação, em Portugal continental encontramos os climas seguintes:

Csa → Mediterrâneo com verão quente (≥ 22°C no mês mais quente), clima predominante no país, a sul do sistema Sintra-Montejunto-Estrela e na "terra quente" transmontana.
Csb → Mediterrâneo com verão ameno (nenhum mês ≥ 22°C), clima predominante na fachada atlântica da Estremadura e na Costa Vicentina.
Cfb → Temperado húmido com verão ameno no Noroeste até ao Minho. (até mesmo na serra de Sintra?)
Dob → Oceânico continental com verão ameno (transição entre temperado e continental) das serras do Gerês até à serra da Estrela.
Dsb → Continental seco com verão ameno na "terra fria" transmontana.
BSk → Semiárido frio, provavelmente em zonas do Baixo Alentejo, no vale do Tejo na fronteira com Espanha e em alguns vales de Trás-os-montes.
BSh → Semiárido quente, em zonas do vale do Guadiana perto de Mértola onde a média anual atinge os 18 graus.

Esta classificação aproxima-se mais da realidade climática, geográfica e botânica do nosso país. Por exemplo, enquanto nas zonas de clima mediterrâneo temos sobreiros, azinheiras e carvalhos-cerquinhos em zonas de transição para o clima Cfb (temperado húmido), nas zonas atlânticas temos carvalhos-robles e nas regiões continentais ou de altitude temos carvalhos-negrais.
 
Para o arquipélago da Madeira:

As Tropical com verão seco (savana) (≥ 18°C no mês mais frio) em áreas abrigadas da costa sul da ilha.
BShSemiárido quente no Porto Santo e talvez nas ilhas Desertas e na Ponta de São Lourenço.
BWh → Desértico quente nas ilhas Selvagens e talvez nas ilhas Desertas.
Csa → Mediterrâneo com verão quente (≥ 22°C no mês mais quente), clima predominante nas zonas costeiras de baixa altitude, principalmente na vertente sul (eu diria até 300-400 m. no sul e 100 no norte)
Csb → Mediterrâneo com verão ameno (nenhum mês ≥ 22°C), clima predominante nas zonas mais altas do Porto Santo e da Madeira, principalmente na vertente sul. No Norte, este clima já começa quase ao nível do mar.
Csc → Mediterrâneo com verão frio nos picos mais altos da ilha.
Cfb → Temperado húmido com verão ameno em zonas de altitude, principalmente na vertente norte (na área de ocorrência da Laurissilva do Til).

Essa grande variedade de microclimas num território tão reduzido cria condições ideais para o cultivo de plantas oriundas dos quatro cantos do mundo.

Nas zonas de clima Csa, a vegetação natural era composta por plantas xerófitas, como as figueiras-do-inferno, os zambujeiros e os famosos dragoeiros, hoje quase extintos no estado selvagem:

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Infelizmente, a vegetação natural da costa foi substituída por habitações e plantações de climas tropicais. As temperaturas elevadas permitem o cultivo de muitas árvores e plantas de climas tropicais como a banana. Com o aquecimento global e o aumento da temperatura, as zonas costeiras do sul da ilha encontram-se numa zona de transição entre o clima Csa e o clima tropical As. Nessa área conseguem crescer coqueiros, uma palmeira que só prospera em climas tropicais.

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Se subimos em altitude, os cultivos de plantas tropicais são substituídos por cultivos de climas mediterrâneos ou temperados. Essa área tem muito que ver com algumas áreas do centro do país de clima Csb. Cultivam-se a vinha, cerejas, castanhas, maçãs, amêndoas, etc.

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A costa norte atinge valores mais altos de precipitação e de humidade do que no sul, o que lhe da este aspeto verdejante o ano todo. A Laurissilva do Barbusano começa a aparecer quase à beira-mar num clima mediterrâneo Csb.

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Em maior altitude na costa norte, começa a aparecer a Laurissilva do Til num clima oceânico ameno com muita humidade e precipitações ao longo do ano.

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Finalmente atingimos os picos mais altos com um clima muito mais frio e que se cobrem de neve durante uns dias no fim do inverno. O valor da precipitação já não é tão elevado no verão como dentro da Laurissilva do Til. Nessas zonas, os madeirenses plantaram árvores oriundas de climas alpinos como alguns abetos que podemos encontrar nos Alpes suíços.

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As ilhas do Porto Santo, Desertas e a Ponta de São Lourenço têm uma paisagem semiárida com poucas precipitações e um aspeto bastante desértico no verão.

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E finalmente, o clima mais seco de todo o arquipélago encontra-se nas ilhas Selvagens, com um clima desértico como nas ilhas orientais canárias.

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A classificação climática de Trewartha é um sistema desenvolvido por Glenn Trewartha em 1966 como uma modificação da classificação de Köppen-Geiger. O objetivo de Trewartha era criar um sistema mais realista, especialmente para distinguir melhor os climas temperados e continentais. A principal diferença entre as classificações climáticas de Köppen-Geiger e Trewartha está nos critérios utilizados para definir os tipos climáticos, especialmente nos climas temperados (tipo C na classificação de Köppen).
  • Clima C (temperado verdadeiro)comTrewartha:
    • Pelo menos 8 meses com temperatura média ≥ 10°C.
    • Isso exclui algumas regiões que Köppen-Geiger classificaria como temperadas, como partes do leste dos EUA e da Ásia, que Trewartha coloca como continental (D).
  • Por exemplo, na classificação de Köppen, cidades como Nova York e Pequim são Cfa (temperado húmido).
  • Em Trewartha, são Do (continental húmido) porque têm invernos mais frios e não atingem os 8 meses quentes
  • Para o Porto segundo Köppen: Csb (mediterrâneo de verão ameno)
  • A cidade do Porto segundo a classificação de Trewartha: Cfb (temperado úmido), pois há mais de 8 meses acima de 10°C e precipitações no verão.
Aqui têm um exemplo de mapa com esta classificação, mais próximo da realidade do que a do IPMA:


Ver anexo 205717

Por isso segundo essa classificação, em Portugal continental encontramos os climas seguintes:

Csa → Mediterrâneo com verão quente (≥ 22°C no mês mais quente), clima predominante no país, a sul do sistema Sintra-Montejunto-Estrela e na "terra quente" transmontana.
Csb → Mediterrâneo com verão ameno (nenhum mês ≥ 22°C), clima predominante na fachada atlântica da Estremadura e na Costa Vicentina.
Cfb → Temperado húmido com verão ameno no Noroeste até ao Minho. (até mesmo na serra de Sintra?)
Dob → Oceânico continental com verão ameno (transição entre temperado e continental) das serras do Gerês até à serra da Estrela.
Dsb → Continental seco com verão ameno na "terra fria" transmontana.
BSk → Semiárido frio, provavelmente em zonas do Baixo Alentejo, no vale do Tejo na fronteira com Espanha e em alguns vales de Trás-os-montes.
BSh → Semiárido quente, em zonas do vale do Guadiana perto de Mértola onde a média anual atinge os 18 graus.

Esta classificação aproxima-se mais da realidade climática, geográfica e botânica do nosso país. Por exemplo, enquanto nas zonas de clima mediterrâneo temos sobreiros, azinheiras e carvalhos-cerquinhos em zonas de transição para o clima Cfb (temperado húmido), nas zonas atlânticas temos carvalhos-robles e nas regiões continentais ou de altitude temos carvalhos-negrais.
Se usarmos a escala térmica universal, onde se atribui uma letra à temperatura média do mês mais quente e do mês mais frio, dá para dividir ainda mais diferentes climas, por exemplo:
Faro: Csal, Beja: Csak.

i - severamente quente: a temperatura média mensal de 35°C ou superior
h - muito quente: 28°C a 34,9°C
a - quente: 22,2°C a 27,9°C
b - morno: 18°C a 22,1°C
l - ameno: 10°C a 17.9°C
k - fresco: 0,1°C a 9,9°C
o - frio: -9.9°C a 0°C
c - muito frio: -24,9°C a -10°C
d - severamente frio: -39,9°C a -25°C
e - excessivamente frio: -40°C ou inferior.
 
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A classificação climática de Trewartha é um sistema desenvolvido por Glenn Trewartha em 1966 como uma modificação da classificação de Köppen-Geiger. O objetivo de Trewartha era criar um sistema mais realista, especialmente para distinguir melhor os climas temperados e continentais. A principal diferença entre as classificações climáticas de Köppen-Geiger e Trewartha está nos critérios utilizados para definir os tipos climáticos, especialmente nos climas temperados (tipo C na classificação de Köppen).
  • Clima C (temperado verdadeiro)comTrewartha:
    • Pelo menos 8 meses com temperatura média ≥ 10°C.
    • Isso exclui algumas regiões que Köppen-Geiger classificaria como temperadas, como partes do leste dos EUA e da Ásia, que Trewartha coloca como continental (D).
  • Por exemplo, na classificação de Köppen, cidades como Nova York e Pequim são Cfa (temperado húmido).
  • Em Trewartha, são Do (continental húmido) porque têm invernos mais frios e não atingem os 8 meses quentes
  • Para o Porto segundo Köppen: Csb (mediterrâneo de verão ameno)
  • A cidade do Porto segundo a classificação de Trewartha: Cfb (temperado úmido), pois há mais de 8 meses acima de 10°C e precipitações no verão.
Aqui têm um exemplo de mapa com esta classificação, mais próximo da realidade do que a do IPMA:


Ver anexo 205717

Por isso segundo essa classificação, em Portugal continental encontramos os climas seguintes:

Csa → Mediterrâneo com verão quente (≥ 22°C no mês mais quente), clima predominante no país, a sul do sistema Sintra-Montejunto-Estrela e na "terra quente" transmontana.
Csb → Mediterrâneo com verão ameno (nenhum mês ≥ 22°C), clima predominante na fachada atlântica da Estremadura e na Costa Vicentina.
Cfb → Temperado húmido com verão ameno no Noroeste até ao Minho. (até mesmo na serra de Sintra?)
Dob → Oceânico continental com verão ameno (transição entre temperado e continental) das serras do Gerês até à serra da Estrela.
Dsb → Continental seco com verão ameno na "terra fria" transmontana.
BSk → Semiárido frio, provavelmente em zonas do Baixo Alentejo, no vale do Tejo na fronteira com Espanha e em alguns vales de Trás-os-montes.
BSh → Semiárido quente, em zonas do vale do Guadiana perto de Mértola onde a média anual atinge os 18 graus.

Esta classificação aproxima-se mais da realidade climática, geográfica e botânica do nosso país. Por exemplo, enquanto nas zonas de clima mediterrâneo temos sobreiros, azinheiras e carvalhos-cerquinhos em zonas de transição para o clima Cfb (temperado húmido), nas zonas atlânticas temos carvalhos-robles e nas regiões continentais ou de altitude temos carvalhos-negrais.
Muito interessante o teu post e obrigado pela detalhada resposta.
Na minha opinião um dos maiores erros de Koppen-Geiger, por exemplo, é o de aceitar invernos tão frios na classificação de Subtropical Húmido.
Em muitas das regiões que eles consideram ter esse clima, por exemplo, crescem sobretudo árvores de folha caduca e até coníferas de climas frios.

Em relação ao vale do Tejo, a poucos kms de Espanha, realmente existem uns afluentes perto do Tejo, que são muito quentes no verão (mais do que muita gente pensa), mas desconheço a precipitação, nem conheço um estudo sequer com estimativas, como no caso do Cabo Raso, por exemplo.
Se alguém souber...
Mas compreendo que é uma hipótese.
Em relação às médias anuais, pessoalmente duvido que não cheguem a 18 graus.

Em relação a Sintra, tive acesso a um gráfico de precipitações para as zonas altas, depois a ver se coloco aqui (acho que faltam é as temperaturas).
A meu ver e conhecendo relativamente bem a região, esta ainda é Csb.

Eu acho, para já ,que climas temperados húmidos/maritimos idealmente, não devem ter meses secos, e portanto aqui, estou com o Koppen-Geiger.
Desconheço se o Porto, possa ter este clima ou as zonas altas da Madeira.
O Porto sei que tem 2 meses secos, e para Koppen-Geiger é Csb.
Mas será mais Cfb do que Csb?
Boa questão. E atenção que até crescem papaieiras no Porto, ao ar livre!

As espécies de carvalhos dão-nos alguma ideia, se bem que um novo estudo descobriu novas espécies em Portugal, o que poderá levar a uma remodelação destes conceitos.
Atenção também ao factor humano, que tantas vezes favoreceu algumas espécies em detrimento de outras, e que poderá confundir certas análises.
O carvalho-negral e o cerquinho, poderão ter sido mais comuns no Sul no passado do que atualmente, por exemplo.
Talvez seja igualmente relevante considerar várias outras espécies vegetais e suas formações climácicas..
Mas mesmo assim compreendo o que queres dizer, pois as espécies de que falas foram realmente favorecidas, nos locais de que falas.
 
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Se usarmos a escala térmica universal, onde se atribui uma letra à temperatura média do mês mais quente e do mês mais frio, dá para dividir ainda mais diferentes climas, por exemplo:
Faro: Csal, Beja: Csak.
Realmente esse aspeto tem sido talvez negligenciado e é sem dúvida importante.
Lisboa, por exemplo, com o mês mais quente pouco acima de 23 graus, não é bem o mesmo que Alcoutim com ligeiramente mais de 28 graus (já deverá exceder os 28 graus atualmente).
São ambos Csa, mas a evapotranspiração é bem diferente e tal seguramente reflete-se na flora,, por exemplo.
 
Última edição:
Sim é verdade, temos é de esperar as médias para o período de 1991-2020 porque é muito provável que muitas localidades do Sul tenham ultrapassado os tais 18 graus de média anual (incluindo Lisboa) o que classificam esses climas na categoria “subtropical”. Por isso, Faro seria Csab e já não Csal.

(aliás Faro já era Csab no período 1981-2010, com as temperaturas médias do mês mais quente e frio (24,2 C e 12 C dão 18,1 de média).

Cuidado, é a temperatura média dos meses mais quentes e mais frios, não a temperatura máxima média do mês mais quente. Por isso Lisboa e Alcoutim teriam muito provavelmente a mesma classificação (Csab agora).
 
Estava basicamente apenas a referir que apesar de serem ambas Csa, segundo Koppen-Geiger, as temperaturas de verão são bem diferentes e como tal acho justa essa nova diferenciação (escala térmica universal).
E atenção que Alcoutim deverá ser Cshl e Lisboa Csal.
 
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Já que não temos nenhuma informação sobre a nossa classificação atual, deixo-vos aqui o mapa atualizado oficial (1991-2020) da classificação de Köppen Geiger da nossa vizinha Espanha. Podem observar na fronteira na linha do rio Tejo um área de clima semiárido BSk que parece prolongar-se no nosso território.


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Se usarmos a escala térmica universal, onde se atribui uma letra à temperatura média do mês mais quente e do mês mais frio, dá para dividir ainda mais diferentes climas, por exemplo:
Faro: Csal, Beja: Csak.

Sim é verdade, temos é de esperar as médias para o período de 1991-2020 porque é muito provável que muitas localidades do Sul tenham ultrapassado os tais 18 graus de média anual (incluindo Lisboa) o que classificam esses climas na categoria “subtropical”. Por isso, Faro seria Csab e já não Csal.

(aliás Faro já era Csab no período 1981-2010, com as temperaturas médias do mês mais quente e frio (24,2 C e 12 C dão 18,1 de média).

Cuidado, é a temperatura média dos meses mais quentes e mais frios, não a temperatura máxima média do mês mais quente. Por isso Lisboa e Alcoutim teriam muito provavelmente a mesma classificação (Csab agora).
Wolfmad, dúvido muito que em Portugal continental hajam climas que acabem na letra b.
Se calhar não viste bem o que o Tonitruo postou.
 
O litoral norte passou de chuva extrema a chuva fraca/moderada em apenas um mês.
Mas depois de um Julho com recordes de temperatura média máxima e níveis de evapotranspiração altíssimos, era o esperado.

Quem vai ao Gerês à espera de ver cascatas com muita água, desengane-se. Pelo menos os relatos que tenho visto não vão nesse sentido.

Aqui: http://carris-geres.blogspot.pt/2016/08/240-minas-dos-carris-pelas-negras.html
E aqui: http://carris-geres.blogspot.pt/2016/08/hoje-foi-dia-1-de-agosto-verao-no-geres.html
"Sobre o Arado, "...Corre muita pouca água, a mesma que acumula na Fecha de Barjas. Um rio de calhaus. No miradouro ao cimo das escadas (agora reforçado com protecção lateral), podem ir ver a cascata, mas...ela não existe. Secou praticamente. Alguns afoitos, foram até ao cimo desta tomar banho numa poça muito pequena, a beirar um precipício de muitos metros...bestial. Sinceramente não entendo. Pela água não punha lá os pés, Se fosse para ir a piquenique, ainda vai que compreenda pois a mata pode dar sombra. O estradão ali é de terra batida, e os bólides estão sempre a passar de gás para levantar pó...paraíso.""

O Gerês é a única região do país onde alguns locais superam os 50mm de média mensal para Julho.
No entanto, ciclicamente também ocorrem Julhos com 0mm de precipitação. O último foi, se não estou em erro, em 1986. Nesse ano, em Agosto, caíram 118,3mm. (Dados da estação de Leonte).
Dúvidas resolvidas, existe o clime Cfb no Gerês.